Com greve ilegal, professores fazem vigilia e protestam contra o Governo

Por em 22 de junho de 2011, às 7:46 Imprimir

Com greve ilegal, professores fazem vigilia e protestam contra o Governo

Mesmo com a decretação da ilegalidade da greve pelo Judiciário, os trabalhadores da educação de Mato Grosso realizaram nesta quarta-feira, 22, uma passeata até o Palácio Paiaguás. Durante todo o dia, com pausa apenas para o almoço, a categoria permanece no local em protesto contra o posicionamento do Governo  em relação à greve, deflagrada no dia 06 de junho. Durante a manifestação, os profissionais foram notificados sobre a liminar que decreta a ilegalidade da paralisação.

Ainda de manhã, os manifestantes foram recebidos pelo secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, José Lacerda, e pelo líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Romoaldo Junior, que garantiram intermediar as negociações com o governador a fim de apresentar uma nova proposta.

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) irá convocar uma assembleia geral para a próxima segunda-feira (27), às 14h, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, para analisar a paralisação e tomar novos encaminhamentos. Antes, no domingo (26), a partir das 10 horas, a Direção Central e dirigentes das subsedes realizarão reunião ampliada, no auditório do Sintep/MT.

A liminar foi concedida pelo desembargador José Tadeu Cury em favor do Governo, sob a alegação de falta de recursos financeiros para o atendimento das reivindicações, argumento que o Sindicato já demonstrou ser infundado por meio de estudos que comprovam a viabilidade do piso salarial imediato de R$ 1.312,00. O presidente do Sintep/MT, Gilmar Soares Ferreira, disse que irá recorrer da decisão e que a greve continua, já que o fim da paralisação só pode ser deliberado pelos próprios trabalhadores da educação. “Esta é mais uma manobra para tentar desestruturar o movimento”.

A ação declaratória de ilegalidade da greve foi assinada pelo procurador Geral do Estado, Jenz Prochnow, e pelo procurador Victor Gargaglione. Estrategicamente posicionados entre o Palácio Paiaguás e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), os manifestantes também protestaram contra os juízes. “Onde está a Justiça para julgar ilegais os repasses feitos à Educação, para decretar que o Estado pague multa por não investir os 35% previstos na Constituição Estadual, ao invés dos 25% investidos atualmente?”, indagou Gilmar Soares.

Assim como no acampamento, a vigília conta com a participação de diversos profissionais da educação do interior do Estado. A professora da rede estadual de Cláudia, a 608 km de Cuiabá, Suzana Antoniezzi, disse que a categoria não aceita ser tratada com indiferença. “Estamos aqui para que o governador saiba que não vamos nos intimidar, pois estamos indignados e mobilizados não só pelo piso salarial, mas pela posse de todos os concursados e hora atividade para os interinos”.

Acampamento também continua – Mesmo com feriado, final de semana e decisão judicial, os trabalhadores da educação continuarão acampados na Praça Ulisses Guimarães, na Av. do CPA. “A categoria continua firme, seguindo a decisão soberana da assembleia geral”, assegurou o coordenador do acampamento, secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos do Sintep/MT, João Dias de Moura.

 

Fonte:24horasnews

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2 Comentários


  1. Reysla, 11 mêsh atrás Responder

    Parabéns aos profissionais da Educação por não se intimidarem. Isso é uma vergonha. Pura mentira e tremendo descaso para com a educação. Sou educadora do MT e na realidade o pagamento que “ele” diz ter concordado para dezembro na realidade é na folha de dezembro, porém os professores só iram receber em Janeiro de 2012!!!Se caso for também pois o mesmo declarou em site aumento para os diretores em 1.º de Junho e até hoje cadê?????Isso tudo é porque “ele” disse que vai cortar os pagamentos de quem aderiu a greve e mesmo assim continuamos agora, resolveu apelar ao Tribunal que por sinal é do lado do mesmo por isso saiu com essa liminar e não porque o Tribunal esta preocupado com o ensino, tanto porque se estivessem tinham dado o aumento, aceitado a hora atividade aos interinos do qual é lei e eles não querem dar e dado mais recursos a Educação. E por favor que mentira ontem mesmo a secretária de Educação informou que vão chamar os concursados até dezembro e não mais em agosto por não tem condições!!!!!Sejam mais coerente e transparentes…porque doi ouvir que o salario do Mt esta entre os mais altos do país!!!!!!


  2. Anderson, 11 mêsh atrás Responder

    Enquanto isso nos alunos somos os mais prejudicados com tudo isso, que vergonha !!!!!!!


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