Passeata reúne 700 pelo modal VLT

Cerca de 700 manifestantes saíram em passeata pelo Centro de Cuiabá, na manhã de ontem, em defesa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como modal a ser escolhido para a Copa de 2014. A atividade foi organizada pela Associação de Empresários e Locatários da Prainha (Aelp) em conjunto com diversas entidades, entre elas associações de moradores, dos mototaxistas e de estudantes secundaristas, que tomaram conta da manifestação, pois era a maioria no grupo.

Conforme o presidente da União Mato-grossense dos Estudantes (Umte), Santana de Campos, os alunos aderiram à defesa do VLT por entender que o modelo é melhor para Cuiabá e acreditar que, com a expansão dos corredores do VLT, os estudantes serão beneficiados com o passe-livre. “Se o VLT fizer a linha da casa do estudante até a escola e também o intermunicipal Cuiabá-Várzea Grande, vamos ter sim direito ao passe-livre”, apontou. “Mas tem que observar se o VLT vai fazer a ‘linha’”, ponderou.

Para protestar contra o que consideram um atraso, caso Cuiabá opte pelo modelo Bus Rapid Transit (BRT), os manifestantes usaram o bom humor: uma carroça puxada por um burro a passos lentos levava personalidades folclóricas de Cuiabá e representava o BRT. A caminhada começou na praça Ipiranga, passou pela avenida Prainha e terminou na avenida Mato Grosso. Eles gritavam palavras de ordem e entregavam panfletos pró VLT a motoristas e pedestres que encontravam.

Segundo a presidente da Aelp, Dilma Gaião, uma das organizadoras da passeata e locatária há oito anos na Prainha, a luta agora é pelo VLT. “De qualquer forma teremos desapropriação, caso o modelo escolhido seja o BRT serão cerca de 1.600 desapropriações, o que inviabiliza o projeto se comparados os custos com o VLT, isso sem contar o número de desempregos que será gerado”, destacou. Dilma prometeu continuar com a pressão. “Já estamos preparando nova manifestação para a semana que vem”, adiantou.

O comerciante da Prainha há 15 anos, Edmilson Alves, explicou que optou pelo VLT por entender que o outro modelo polui mais e não garante segurança para o usuário de transporte. “O BRT é só um ônibus articulado”, desdenhou. O representante da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso (ASSUT-MT), Jean M. Van Den Haute, também apoiou a atividade. Ele apresentou em 1997 o primeiro projeto de VLT em Cuiabá. “O VLT precisa de 6 metros de corredor, enquanto o BRT precisa do dobro, um devolve espaço para a cidade o outro toma, o que significa mais ou menos desapropriações”, comparou. “O VLT não tem impacto ambiental, permite transformar os corredores em grama”, comentou.

Enquanto o governo estadual não define que modal será escolhido, a população confessa que não sabe ao certo a diferença. O funcionário público aposentado Joseti da Silva, 67, morador do bairro Araés, estava no ponto de ônibus do Morro da Luz e viu a passeata. “Não sei por que essa briga, mas entre um ônibus e um metrô, prefiro o metrô”, resumiu. “Só hoje estou esperando há mais de meia hora e o ônibus ainda não veio”, reclamou.

Fonte: Diario de Cuiabá

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