Prisão de quadrilhas reduz assaltos a bancos em MT

Nos anos de 1999, 2002 e 2003 não foram registrados nenhum caso de roubo a banco. A ausência de ocorrências está relacionada à prisão de quadrilhas que lideravam os ataques em vários estados brasileiros. Em 2000, foi presa a quadrilha chefiada por Valdir José da Silveira, que atacou uma agência do banco do Brasil, em Sinop, também envolvida em roubos de carros-forte. Em 2003, a Polícia Federal prendeu integrantes do bando de Rubens Ramalho de Araújo, o “Rubão”, em Peixoto de Azevedo, que se preparava para assaltar um banco na região.

O assaltante interestadual “Rubão” foi preso em maio de 2007, em Teresina, Estado do Piauí, e transferido para o Instituto Penal Paulo Sarasate, em Fortaleza (CE), de onde fugiu de forma misteriosa e nunca mais foi localizado. Ele é considerado um dos maiores assaltantes de banco do país. Possui mais de 18 mandados de prisão decretados em pelo menos dez estados brasileiros por roubo a bancos e a carros-forte. O assaltante de alta periculosidade continua bastante ativo depois de várias fugas de penitenciárias no Nordeste brasileiro. Ele usa diversas identidades falsas.

No ano de 2001, uma agência bancária de Vila Rica sofreu ataques de uma quadrilha. As investigações levaram três pessoas à prisão, todas condenadas pela Justiça. No ano de 2003, o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, desarticulou a quadrilha da família Pires de Andrade, composta por nada menos que dez irmãos assaltantes de banco. A Polícia Civil antecipou a ação do grupo e prendeu sete deles nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia.

Em poder da quadrilha foram apreendidos cinco fuzis AK-47 calibres 762, duas espingardas calibres 12 e uma pistola calibre 40. O armamento seria usado para roubar agências bancárias instaladas na cidade de São José do Rio Claro. A quadrilha de Goiás foi contratada por Sílvio César de Araújo, 37 anos, o “Cabelo de Bruxa”, bandido com vasto histórico criminal, indiciado na época e preso no dia 18 de janeiro de 2011, com mais nove em Cuiabá e Várzea Grande pela Polícia Civil. Na empreitada de 2003, Sílvio conseguiu fugir mas foi condenado junto com o bando preso por uso de armamento pesado.

Em 2005, a polícia comprovou a participação de duas pessoas no assalto ao Banco do Brasil de Guiratinga. Dois anos depois, 2007, oito envolvidos em outro roubo de unidade bancária de Guiratinga foram presos. Na ocasião, o policial militar Iporan de Campos Neto, foi alvejado com um tiro de fuzil.

Passado dois meses do crime, numa ação semelhante, bandidos atacaram a agência do Banco do Brasil de São José do Rio Claro. Em exame balístico ficou constatado que um mesmo fuzil disparou nas duas cidades (Guiratinga e São José do Rio Claro), comprovando a atuação de uma mesma quadrilha nas duas ocorrências.

Em 2008, a Polícia Civil desarticulou a quadrilha dos irmãos Ribeiro, que comandou o roubo do Banco do Brasil, no dia 3 de setembro de 2008, no município de Comodoro. Oito pessoas foram presas e um assaltante foi morto durante confronto com a polícia. Também em 2008, a polícia prendeu quatro pessoas envolvidas no roubo do Banco do Brasil de Campinápolis, ocorrido em janeiro daquele ano.

As investigações do GCCO, junto com a Polícia Civil de Alto Taquari, descobriram que 12 pessoas estavam envolvidas no assalto ao Banco do Brasil da cidade, no dia 17 de fevereiro de 2009. Seis pessoas foram presas, cinco com autoria comprovada no assalto. No roubo da agência de Nova Mutum, ocorrido no dia 9 de fevereiro de 2009, cinco assaltantes foram presos e um morto no confronto. Em 2009, ao menos 17 integrantes de quadrilhas foram presos pelos roubos praticados no interior de Mato Grosso.

Ainda em 2009, a Polícia Civil mineira desarticulou aquela que seria até então a maior quadrilha de roubo a banco do país. Os seis acusados presos teriam participado de roubos no interior de Minas e no Brasil, particularmente, no Mato Grosso.

Em 2010, seis integrantes da quadrilha que assaltou o Banco do Brasil na cidade de Aripuanã, no dia 3 de março, foram identificados e presos. O mesmo bando teria comandado o roubo praticado no Banco do município de Canarana, no dia 5 de janeiro.
No ano de 2011, a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha estabelecida no Estado de Mato Grosso, com a prisão de 10 componentes envolvidos no assalto às agências bancárias de Aripuanã, no dia 3 de março de 2010, Nova Mutum, 2 de julho de 2010, e Campo Novo do Parecis, em 2 de dezembro de 2010. Entre os integrantes estavam bandidos dos Estados do Ceará, Rondônia, Distrito Federal, Minas Gerais e Goiás, todos com residência fixa em Cuiabá e Várzea Grande.

MIGRAÇÃO

Bandidos que atuavam no roubo comum de agências bancárias migraram para arrombamentos de caixas eletrônicos devido ao baixo risco. Os ataques cresceram durante o ano de 2010, chegando a 118 arrombamentos. Por outro lado, diminuíram algumas modalidades de roubos. As informações são da assessoria da PJC/MT.

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